O livro Terra Ardente, de Janice Diniz, vai tratar um assunto, até então pra mim novo na literatura contemporânea. O movimento de uma cidade do interior do centro-oeste do país, Matarana, onde as leis feitas pelos homens são outras, traduzindo, um faroeste moderno, como a própria contracapa do livro o intitula.
O livro chegou através de um book tour coordenado pela própria autora, onde vários blogueiros tiveram a oportunidade de ler e resenhar este livro.
A história começa em torno de Karen, uma mulher forte, mãe solteira, que cuida também da avó e que um relacionamento amoroso muito complicado com Talles, um fazendeiro poderoso. Com o fim do "namoro" Talles irá tornar a vida de Karen cada dia mais difícil, ameaçando inclusive lhe tirar sua própria e única fonte de renda, condomínio.
O delegado Rodrigo, amigo de Karen, é quase um xerife mesmo do velho oeste. Acredita na justiça, mas muitas vezes precisar além dela para por ordem em Matarana. As famílias e pessoas que chegaram primeiro à localidade sentem-se donos do lugar, por este motivo, existe uma grande hostilidade à quem chegou depois, estes são chamados por eles de forasteiros.
O livro chegou através de um book tour coordenado pela própria autora, onde vários blogueiros tiveram a oportunidade de ler e resenhar este livro.
A história começa em torno de Karen, uma mulher forte, mãe solteira, que cuida também da avó e que um relacionamento amoroso muito complicado com Talles, um fazendeiro poderoso. Com o fim do "namoro" Talles irá tornar a vida de Karen cada dia mais difícil, ameaçando inclusive lhe tirar sua própria e única fonte de renda, condomínio.
O delegado Rodrigo, amigo de Karen, é quase um xerife mesmo do velho oeste. Acredita na justiça, mas muitas vezes precisar além dela para por ordem em Matarana. As famílias e pessoas que chegaram primeiro à localidade sentem-se donos do lugar, por este motivo, existe uma grande hostilidade à quem chegou depois, estes são chamados por eles de forasteiros.
Nesta diferente história também encontramos os amigos Nova Monteiro e o médico Cris. Ambos abandonaram o sudeste para tentar uma nova vida no interior do país. Um amor que tem tudo para não se concretizar.
Matarana, a cidade das aparências, onde nem sempre o mocinho é bom e o
vilão, mau. Um faroeste moderno com mulheres fortes, homens destemidos,
pistoleiros, matadores de aluguel e paixões devastadoras.
Fiquei muito apaixonada pela história, mas principalmente pelas mulheres desta cidade. São mulheres comuns, mas fortes. A autora construiu as personagens femininas de forma que nos identificamos, e por tabela, torcemos por elas, pelo seu sucesso, pelo rumo que suas vidas irão tomar. Já os homens são totalmente únicos, cada um deles, o que faz com que nos apaixonemos por eles, um por vez, né?rs
Uma série de conflitos envolvendo estes personagens irão fundir a cabeça do leitor, a cada momento temos a mescla de ternura e tensão. A grande jogada do livro é realmente a superação de cada personagem e a denúncia do que ocorre até os dias de hoje no interior do país, sendo ele centro-oeste ou não.
Adorei ter feito esta viagem à Matarana e conhecer uma parte histórica que não nos é contada nas escolas, não desta forma.
Adorei ter feito esta viagem à Matarana e conhecer uma parte histórica que não nos é contada nas escolas, não desta forma.
Sobre a autora:
Janice
Diniz nasceu em Porto Alegre. Estudou Filosofia e Letras. Em 2008, o
conto "Não encontrei linha de costura nas Lojas Americanas" venceu
concurso Exercícios Urbanos, Portal Literal. Ligações da Rua é o seu
primeiro livro, publicado em 2009. Colaborou com textos curtos para as
revistas Paralelo 30, Storm Magazine (Europa), Germina e Novas Visões de
São Paulo. Passou a adolescência em Santa Luzia (MG) e Osasco (SP).
Teve filho em Manaus (AM) e viveu em Sorriso (MT). Por enquanto, mora em
Porto Alegre com seus dois filhos, Matheus e Karla.
Sobre o livro:
Páginas: 286
Ano: 2011
Editora: Multifoco
